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A origem dos chatterbots

Eliza, desenvolvido por Joseph Weizenbaum em 1966 e apelidado por alguns de “terapeuta” foi o primeiro chatterbot bem sucedido, tornando-se o marco inicial no desenvolvimento dos simuladores de diálogos.

Na ocasião o chatterbot Eliza impressionou devido ao fato das pessoas que conversaram com o robô saírem do diálogo convencidas que este era capaz de compreender. Este efeito que o software Eliza produziu nas pessoas surpreendeu os pesquisadores da época, motivando uma série de estudos.

O software Eliza foi desenvolvido tendo como pano de fundo a psicanálise com base nas teorias do psicólogo Carl Rogers, onde o terapeuta deve acolher o mundo particular do cliente assumindo como se fosse o seu próprio mundo. Esta conexão ou acolhimento estimula no paciente um caminho para reorganização da compreensão. Consiste basicamente em um ato de escuta e estimulo ao diálogo por parte do terapeuta, sem que este assuma um juízo ou tente explicar as ações do paciente.

Este procedimento foi conseguido com o software Eliza através do processo de introspecção, onde o interlocutor ao se comunicar com o aplicativo era encorajado a escrever mais sobre o assunto abordado. Ao colocar o interlocutor no centro do diálogo, Eliza pôde assumir um papel secundário onde sua função se restringia em estimular o usuário em responder suas próprias questões.

Através de um conjunto reduzido de expressões em aproximadamente 204 linhas, Eliza conseguia estimular uma investigação sobre o assunto abordado, veja um exemplo abaixo:

Usuário: Os homens são todos iguais. 
Eliza: De que maneira?

Usuário: Eles estão sempre incomodando-nos sobre uma coisa ou outra.
Eliza: Você consegue pensar em um exemplo específico?

Usuário: Bem, meu namorado me fez vir aqui.
Eliza: Fico pesaroso pelo fato de você estar triste.

Usuário: É verdade. Eu sou infeliz. 
Eliza: Isso tem algo a ver com o fato de seu namorado te fazer vir aqui?

Na construção do diálogo acima o chatterbot Eliza devolve ao interlocutor as questões colocadas dando a sensação de compreensão, embora a ferramenta seja incapaz de contextualizar sentenças.

Para cada expressão do usuário Eliza efetuava uma busca seqüencial por grupos de palavras estratégicas em uma tabela. A saída então era montada tendo como resposta um roteiro previamente inserido em cada grupo das palavras-chave.

O método de funcionamento do Eliza foi inspiração para surgimento dos sistemas populares de chatterbots baseados em AIML e também para organização e lançamento da fundação A.L.I.C.E.

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