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Entendendo os Chatterbots

Simuladores de diálogos são softwares que utilizam linguagem natural na forma escrita, geralmente através de um Chat para dialogar com os usuários.

Com a evolução do conhecimento nesta modalidade foi possível desenvolver técnicas de roteiros simulados com certa eficiência, tornando os Chatterbots uma alternativa capaz de desempenhar o papel de facilitador em várias atividades. 

O uso de simuladores é bastante comum em diversas áreas e os benefícios são muitos. Na aviação é comum o uso de simuladores de vôo no treinamento e preparação para o enfrentamento de possíveis emergências. 

Modelos de tratamentos para fobias baseados em simuladores de realidade virtual obtiveram bons resultados em pesquisas sobre o comportamento humano. Missões espaciais são geralmente treinadas em simuladores para capacitar os profissionais envolvidos. 

No caso do simulador de diálogo, também ocorreram bons resultados em ambiente educacional, comercial, terapêutico e de entretenimento. 

A proposta do simulador é criar a sensação de conversa em um ou mais humanos através de um software devidamente programado para tal tarefa. Neste sentido, o chatterbot imita diversos aspectos de uma pessoa conversando em um chat. 

O termo Chatterbot é uma união das palavras chatter  (pessoa que conversa) e bot (abreviatura de robô). Neste sentido o termo Chatterbot pode ser entendido como sendo um software que conversa com as pessoas, também é usado com o mesmo sentido, o termo chatbot. 

O chatterbot ou chatbot pode ser desenvolvido por qualquer pessoa, o que torna esta ferramenta atrativa nos ambientes educacionais e de entretenimento. Os usuários aprendem dialogando e se entretendo com um robô através de respostas programadas em um Chat. 

Um dos segredos por trás da eficiência dos chatterbots consiste no fato de nossas expressões serem em muitos casos um modelo padronizado. 

Em sala de aula, por exemplo, existe uma sequencia de perguntas padronizadas que os alunos costumam fazer. A pergunta mais comum é quase universal, “isso vais cair na prova?" ou ainda “se eu fizer isso, ganho nota”. 

Como a comunicação é um fenômeno social, ou seja, público. Os meios de comunicação e seus significados precisam ser em certa medida padronizados. Geralmente diversas pessoas manifestam questionamentos idênticos sobre um mesmo tema. 

Neste sentido os Chatterbots se destacam, podem auxiliar sem interrupção milhares de usuários, estudantes e clientes. 

Podem ser usados estilos diferentes de expressão, mas os significados são necessariamente modelos públicos. Isso permite uma simulação de diálogos sem maiores dificuldades. 

Terapeutas ou pesquisadores interessados no comportamento humano usam desta regra básica de comunicação para criar seus simuladores específicos de diálogo. 

Na educação, professores podem personalizar robôs para auxiliar os alunos em determinados temas como matemática, história, filosofia, química, etc. 

Este é o caso dos chatterbots tutores em cursos promovidos pela internet onde os ambientes de ensino on-line possuem o desafio de manter os usuários motivados.

Chatterbots como Adele e Steve foram empregados em sistemas de ensino à distância, respondendo dúvidas dos estudantes e efetuando demonstrações sobre o uso do próprio ambiente virtual.

Outro exemplo é o Chatterbot Einstein desenvolvido pela empresa Artificial Life3 para ensinar física ou ainda o Chatterbot brasileiro Elektra desenvolvido pelos pesquisadores da UFRGS.

No comércio, lojas usam de chatterbots para atender os clientes on-line ou divulgar seus produtos em diálogos simulados.

Este é o caso do Chatterbot Anna que atende os clientes da empresa portuguesa Ikea ou ainda, o Chatterbot Susan que responde às perguntas dos utilizadores do site Whommunity. Outro Chatterbot bem humorado que dá dicas de saúde e alimentação é o Eaton.

No Brasil o mais popular entre os simuladores de diálogo é o ED desenvolvido com recursos da Petrobras e focado em diálogos sobre energia e meio ambiente.

Existem duas modalidades de estudo sobre chatterbots com roteiros em AIML, uma é destinada ao atendimento e suporte para usuários, estes são chamados de atendentes virtuais, a outra categoria é focada na pesquisa e desenvolvimento de Chatterbots capazes de imitar a emoção e comportamento humano.

No entanto, ainda não se conseguiu chegar ao nível de desenvolvimento que permita um chatterbot simular com precisão emoções humanas em diálogos consistentes.

Os simuladores que funcionam de forma eficiente são os atendentes virtuais, ferramentas que simulam diálogos curtos e consistentes o suficiente para transmitir uma determinada orientação de forma agradável.

O acesso ao mundo virtual é cada vez maior e muitas empresas oferecem suporte para seus produtos através da internet, cursos on-line também é realidade crescente e a necessidade de inovação com foco educacional cresce proporcionalmente.

Em alguns paises existe uma gama de empresas especializadas na construção de chatterbots, no Brasil existem algumas espresas especializadas no assunto, como é o caso da empresa Insite, que desenvolveu entre outros, os chatterbots ED para Petrobras e Sete Zoom para Close-up.

O crescente uso e popularização dos chatterbots podem ocasionar uma demanda por pessoas interessadas em adquirir os roteiros de diálogos, favorecendo uma possibilidade de rendimento para roteiristas em aiml num futuro próximo através da criação de roteiros para serem oferecidos em pequenas e médias empresas que possuam atendimento on-line. No Brasil este é um nicho de mercado crescente e pouco concorrido neste momento.

Uma das grandes vantagens consiste no fato destes softwares serem desenvolvidos sob a política de software livre, garantindo a liberdade para o estudo, desenvolvimento e distribuição.

Leia a sequencia deste conteúdo conforme abaixo:
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