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O que é software livre

No final da década de setenta os computadores já estavam se popularizando e as empresas começaram a impor restrições aos usuários através do uso de contratos que previam certas permissões de uso, estes contratos ficaram conhecidos como licença de software.

A licença de software tem como objetivo garantir a lucratividade e diretos exclusivos de comercialização para os desenvolvedores e seus representantes. As principais restrições contidas nestas licenças dizem respeito ao fato do usuário não ter permissão para distribuir, vender ou modificar o software adquirido. Efetuar qualquer uma destas atividades implica em crime de pirataria.

Um dos problemas com esta modalidade, denominada de software comercial, é que os usuários ficam restritos, o fabricante é quem determina como e quando pode ser usado o seu aplicativo. Isso também ocorre com os desenvolvedores que dependem de permissão para poder efetuar qualquer atividade relacionada.

Este tipo de política comercial se mostrou problemática para aqueles indivíduos que desejavam criar suas aplicações de forma livre, sem depender de corporações, monopólios ou fábricas de softwares.

Além das restrições de uso dos aplicativos também ocorria o segredo de produção, impedindo que o conhecimento fosse compartilhado.

Aos poucos foi se formando grupos que organizavam meios de conquistar a liberdade intelectual e de produção, e em 1985 Richard Stallman fundou a Free Software Foundation onde foi concretizado o conceito de software livre.

Na mesma época ganhou força o movimento de defesa dos códigos abertos, em inglês Open Source. A idéia básica do conceito “código aberto” consiste no fato dos aplicativos desenvolvidos manterem seus códigos para acesso de qualquer desenvolvedor, sem restrições.

Por definição todo software de código aberto é também um software livre.

Em torno destas duas maneiras de organização (código aberto e software livre) surgiram diversos grupos independentes denominados de comunidades de software livre.

Para garantir o funcionamento das comunidades de software livre também se criou um contrato de licença de software denominada de GPL em inglês e cuja tradução é Licença Pública Geral.

A licença GPL prevê em contrato uma série de liberdades e as comunidades de software livre produzem seus aplicativos sob regime deste contrato de licença de software.

Basicamente os softwares desenvolvidos sob o regime GPL garantem aos usuários a liberdade para:


1 – Executar os programas para qualquer propósito.
2 -  Estudar e modificar sem restrições os softwares
3 – Distribuir livremente cópias dos aplicativos
4 – Publicar os aperfeiçoamentos e inovações se desejar.

Geralmente os membros destas comunidades trabalham pelo prazer do desenvolvimento e pela necessidade de manter a liberdade intelectual. São profissionais e acadêmicos que dedicam parte do horário de lazer no aperfeiçoamento profissional através da produção e compartilhamento de conhecimento tecnológico.

Os ganhos científicos proporcionados pela liberdade intelectual conforme organizado pelas comunidades de software livres são notórios em todo o mundo. Principalmente pelo fato do conhecimento ser acumulativo e compartilhado.

Um pesquisador não precisa iniciar do zero seu projeto, basta ingressar em um grupo de desenvolvimento e trabalhar com o que já foi produzido para adicionar, modificar ou testar novos conhecimentos.

Embora a motivação não seja de caráter comercial existe o ganho da liberdade intelectual e facilidade de aperfeiçoamento profissional.

O modelo organizado por estas comunidades em torno do GPL foi um sucesso e outras áreas também passaram a se mobilizar nesta direção. Nos últimos anos surgiram comunidades sobre hardware e biotecnologia, ambas baseadas nos fundamentos do livre compartilhamento e produção intelectual.

As comunidades de hardware livre trabalham com a confecção de projetos eletrônicos de livre distribuição enquanto as comunidades de biotecnologia produzem conhecimentos sobre biologia de forma independente, sem dependência ou restrições dos laboratórios.

Desde o surgimento das comunidades em torno do contrato de licença GPL já se desenvolveu milhares de aplicativos que podem ser usados livremente. O Chatterbot é apenas um deles.

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