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Neurocientista defende intuição como fenômeno real

Existem duas formas de significar uma intuição ou premonição. Uma delas é a intuição através do acúmulo de informações que prevê uma tendência futura e a outra é a manifestação de certo tipo de sentimento sem nenhum motivo aparente que acessa com precisão uma ocorrência no futuro.


A intuição pautada no acúmulo consciente de informações ou experiências de vida é algo comum e praticado pelos cientistas. Ao estudar um determinado evento é possível fazer certas previsões futuras intuindo possíveis tendências para um determinado evento. O estudo científico geralmente parte de uma sensação do cientista que através do método cientifico busca validar ou refutar sua intuição.

Nestes casos a intuição ocorre devido ao acesso consciente de um conjunto de dados que permite apontar para uma possível tendência de ocorrência futura. Por exemplo, intuir que alguém que dirige de forma imprudente sofrerá um acidente.

No entanto, o termo premonição ou intuição também é atribuído aos casos onde a pessoa é acometida por uma sensação sem possuir nenhuma informação aparente sobre um dado evento. Nestes casos o individuo sente um conjunto de sensações que precede um evento sem que existam pistas sobre o que irá ocorrer, acessando diretamente um evento no futuro.

Casos divulgados na imprensa como, por exemplo, alguém que intui um evento ruim horas antes de receber a noticia de um familiar acidentado sem motivo aparente, etc. É este tipo de intuição que a Neurocientista Julia Mossbridge da Universidade Northwestern, pesquisou e apresentou suas conclusões em 17 de outubro de 2012 na revista Frontiers of Perception.

Um dos testes aplicados pela cientista consistiu na apresentação de imagens aleatórias em conjunto com o monitoramento das reações do corpo, entre elas, batimento cardíaco, pressão arterial, etc.

Um resultado curioso é que segundos antes de aparecer imagens assustadoras como a foto de pessoas acidentadas ou cobras rastejando, os participantes apresentavam mudanças no comportamento do corpo. Tais mudanças ocorriam apenas e antes das imagens negativas aparecerem.

Na perspectiva desta neurocientista os corpos dos participantes perceberam que a sensação seria ruim segundos antes do evento ocorrer. A sensação antecedeu o evento acessando de alguma forma uma ocorrência no futuro.

A maioria dos cientistas olha com ceticismo para o estudo e conclusões apresentados por Julia Mossbridge. O mais provável afirmam estes cientistas, é que o cérebro dos participantes tenha encontrado um padrão de tempo para a apresentação das imagens e assim presumiram o que provavelmente iria aparecer.

A discordância entre os cientistas é que existe uma diferença entre apostar em uma possibilidade futura e prever o futuro. A intuição é entendida pela tradição como a percepção de uma possibilidade e não a certeza de uma ocorrência no futuro. Neste sentido não se prevê o futuro apenas se percebe uma tendência futura.

Outros cientistas apostam na possibilidade real de uma previsão onde o individuo acessa com precisão um evento no futuro. Esta perspectiva é polemica e considerada pela maioria dos cientistas como algo carente de fundamentação.

Para Julia Mossbridge o resultado do estudo não significa que existe algo sobrenatural, mas sinaliza que ainda existem coisas na natureza que desconhecemos e que é possível de alguma forma acessar um evento no futuro.

Para a tradição científica estas intuições não podem “ocorrer do nada” precisam necessariamente acessar algum dado presente - ainda que inconsciente - permitindo sinalizar uma possibilidade de evento futuro.

Julia Mossbridge não está sozinha na defesa da intuição com acesso ao futuro - um outro estudo também olhado com ceticismo pela tradição científica - defende que o coração percebe eventos antes do cérebro e envia para ele certos sinais.

Dr. Rollin McCraty do Instituto California's HeartMath e Jeffrey Ardell, professor de Farmacologia e pesquisador no Quillen College of Medicine no Tennessee defendem que um grupo de neurônios existentes no coração possuem um complexo sistema de troca de informações com o cérebro. “Esses neurônios cardíacos estão dando ordens ao cérebro” afirmam estes cientistas.

Tradicionalmente este conjunto de neurônios existente no coração serve para gerar o pulso elétrico que proporciona o batimento cardíaco. A idéia de atribuir á função de cérebro cardíaco para estes neurônios é tida como polêmica.

Aqui também ocorre a mesma divergência sobre a intuição ou premonição. Para alguns cientistas o coração possui formas de acessar o futuro, para outros, o mecanismo seria no máximo capaz de coletar certos dados no presente que permitam sinalizar uma tendência futura.

É prudente esperar por novas confirmações e estudos antes de aceitar qualquer afirmação como verdadeira.  

É aconselhável não esquecer que no caso destes cientistas não se trata de algo paranormal, mas de mecanismos naturais que ainda desconhecemos e a discordância é se existe a possibilidade de acessarmos o futuro ou se apenas apostamos ainda que inconsciente em uma possibilidade de ocorrência futura.

Para saber mais sobre estes assuntos leia sobre a intuição clicando aqui e uma matéria na superinteressante aquiSobre a relação entre cérebro e coração clique aqui.
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