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Cientistas enviam informações direto ao cérebro

 

 Não é novidade que o cérebro funciona com eletricidade. Esta por sua vez surge com o movimento dos elétrons que também produzem os campos eletromagnéticos. Desde que a ciência identificou esse fenômeno no cérebro diversos estudos buscam entender como a eletricidade cerebral e o magnetismo proveniente dela produz nossas lembranças, percepções e inteligência.

Uma pesquisa bem conhecida, foi aquela chamada de capacete cerebral, que pode ser acessada aqui. Outro estudo importante é a tentativa de passar informações para o cérebro de alguns macacos usando eletricidade. A ideia se baseia no fato do cérebro ser necessariamente uma dispositivo eletroquímico, onde a eletricidade é o que produz informações.

Os resultados de um estudo realizado por um par de neurologistas sobre o impacto da estimulação elétrica de baixo nível no cérebro, afetando movimento e percepção, chamou atenção da comunidade acadêmica.

A complexa rede de neurônios do cérebro nos permite interpretar e navegar sem esforço e interagir com o mundo que nos rodeia. Mas quando esses links são danificados devido a lesões ou acidentes vasculares cerebrais, tarefas críticas como percepção e movimento podem ser interrompidas. "Nossa pesquisa está ajudando a comunidade científica na descoberta de como aproveitar a plasticidade do cérebro para reeditar essas conexões perdidas, um avanço que poderia acelerar o desenvolvimento de próteses neuroprotetivas." Comentou o Dr. Marc Schieber, do departamento de Neurologia do Centro Médico da Universidade de Rochester.

Basicamente os pesquisadores conseguiram demonstrar que entregando pequenas doses de estimulantes elétricos ao córtex pré-motor de macacos, uma parte do cérebro responsável pelas habilidades motoras, eles conseguiram essencialmente substituir os prompts do cérebro original por instruções enviadas tecnologicamente.

Um dos vários usos com a aquisição deste conhecimento e desenvolvimento de técnicas de transmissão de informação diretamente ao cérebro por pulsos elétricos poderia ser, por exemplo, fazer um braço mecânico informar ao usuário se o objeto que esta segurando é quente ou frio. No entanto, entregar esta informação para a parte do cérebro responsável pelo processamento de insumos sensoriais não funciona se esta parte do cérebro estiver ferida ou as conexões entre elas e o córtex motor forem perdidas.

Nesses casos, é necessário gerar alguma forma de entrada que substitua os sinais que combinam a percepção sensorial com o controle motor e o cérebro precisa "aprender" o que esses novos sinais significam.

A parte mais intrigante desse estudo é a proposta de levar informação ao cérebro através de impulsos elétricos. Outros estudos buscam entender como captar informações elétricas do cérebro para movimentar dispositivos eletrônicos.

Estes dois tipos de estudos, captar e enviar informações eletricas do cérebro, são complementares e permitiriam a criação de uma prótese totalmente funcional, onde o paciente teria as informações sensórias do ambiente enviadas diretamente ao cérebro além de manusear com os pensamentos o dispositivo.

Para saber um pouco mais sobre esse assunto acesse: University Rochester